quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MANIFESTO AOS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

O manifesto de Chauí e Paul Singer

por Marilena Chauí e Paul Singer

Em 31 de outubro deste ano, os brasileiros serão chamados novamente às urnas para decidir os rumos do país pelos próximos quatro anos. A campanha tem se caracterizado por um acirrado duelo de denúncias, calúnias e boatos, que quase não deixou espaço para a discussão dos problemas da nação e as diferentes opções políticas que existem para solucioná-los. Não podemos permitir que o mesmo se repita neste segundo e derradeiro turno, como se a escolha da pessoa que ocupará a Presidência da República dependesse exclusivamente das intenções ostensivas ou ocultas dos candidatos.

Os dois candidatos que disputarão nossos votos são Dilma Roussef e José Serra, que representam as duas coligações partidárias que governaram o Brasil durante os últimos 16 anos, com objetivos e métodos distintos, derivados de interesses e ideologias de classe muito diferentes.

É necessário então explicitar os projetos e se posicionar a partir de uma avaliação das opções que cada uma das coalizões representa, manifestada nas gestões, tanto nacionais como estaduais, que dirigiram.

A coligação que apóia Serra governou durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, e teve por mérito encerrar a violenta crise inflacionária que atingiu o país entre 1979 e 1994 por meio duma política que abriu completamente o mercado interno às importações de produtos industriais, vindas principalmente da Ásia, barateadas pelo baixo custo da mão de obra nos países de origem e pela valorização do real. O custo de vida efetivamente deixou de subir, tirando da miséria no primeiro ano do plano real alguns milhões de brasileiros, mais atingidos pela inflação alta. Contudo, os custos também foram altos. A indústria nacional entrou em terrível crise, que quebrou grande número de empresas e eliminou milhões de postos de trabalho. O desemprego tornou-se de massa, a ponto dos movimentos reivindicatórios dos sindicatos cessarem, com a trágica exceção das greves de protesto contra demissões coletivas.

O custo da estabilização dos preços foi altíssimo e foi pago pela classe operária, na forma de desemprego em massa e duradouro e de persistente queda dos salários, decorrente do excesso de oferta de força de trabalho no mercado. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a economia nacional só cresceu em alguns anos excepcionais; durante os demais a economia ficou em recessão, causada por sucessivas crises financeiras internacionais, de cujos efeitos a política liberal posta em ação foi completamente incapaz de proteger o país.

Durante o governo Lula a política econômica, que foi paulatinamente sendo retirada da camisa de força liberal, fez com que o Brasil crescesse duas vezes mais que durante os quatriênios tucanos. A oposição tucana alega que isso se deve à sorte de Lula de governar numa época em que as crises financeiras foram menos freqüentes. Este argumento foi posto à prova quando estourou a atual crise financeira internacional, em 2008, que é de longe mais extensa e profunda que as crises ocorridas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Como todos sabem, a economia brasileira foi afetada apenas durante dois trimestres graças à vigorosa política anticíclica do governo. Este ano espera-se que a economia brasileira cresça algo como 7%, enquanto a maioria das economias do 1o Mundo ainda estão mergulhadas na crise.

O crescimento econômico havido durante o governo Lula é fruto portanto de opções políticas, que apesar do ponto de vista cambial e monetário não ter se distinguido consideravelmente do período de FHC, no computo geral realizou uma inflexão na política econômica, ampliando o credito, fomentando o mercado interno, recolocando o estado como agente ativo do crescimento, taxando o capital especulativo estrangeiro que entra no país, valorizando o salário mínimo e inclusive desenvolvendo em escala uma serie de políticas sociais, que também tiveram importante impacto do ponto de vista econômico, ao ampliar a demanda efetiva por bens e serviços no mercado interno.

No que diz respeito às políticas sociais, o governo tucano iniciou ou deu continuidade a algumas políticas sociais: a distribuição de auxílios às famílias com renda abaixo dum patamar mínimo e a concessão de crédito subsidiado pelo Pronaf aos pequenos agricultores mais necessitados. Mas estes programas foram executados de forma tão limitada que beneficiaram apenas uma fração dos que deveriam ser atendidos. Quando diferenças de quantidade se tornam muito grandes, geram diferenças de qualidade: no governo FHC as políticas sociais eram marginais e de pouco impacto, mas no governo Lula elas se tornaram prioritárias, ganhando abrangência e desencadeando forte estímulo ao desenvolvimento econômico local.

Em suma, a grande prioridade do governo tucano foi impedir a volta da inflação, o que foi conseguido pelo recurso a medidas recessivas sempre que turbulências financeiras atingiam o Brasil. A outra prioridade deste governo foi reduzir as dimensões do Estado mediante a privatização da indústria siderúrgica, das empresas estatais de produção e distribuição de energia elétrica, de telecomunicações, além da maioria dos bancos públicos. O coroamento deste processo foi a privatização da Vale do Rio do Doce, feita sem qualquer justificativa de interesse público, mas apenas pelo princípio ideológico de que qualquer empreendimento que possa ser operada pela iniciativa privada não deve permanecer em poder do Estado. Apesar da venda de grande parte do patrimônio público, o governo FHC acumulou enorme dívida pública.

O governo do Presidente Lula priorizou desde o seu início a retomada do desenvolvimento com redistribuição da renda. Para atingir estes objetivos, o governo lançou o Programa de Fome Zero, estratégia estruturante de combate à pobreza e distribuição de renda, que, entre outras coisas, tratou de estimular a produção alimentar pela agricultura familiar e propiciar segurança alimentar para o povo brasileiro. Ao mesmo tempo unificou diversos programas de renda mínima, até então fragmentados e localizados, e deu escala, resultando no admirado e internacionalmente imitado Programa de Bolsa Família, que resgatou da fome e da miséria dezenas de milhões de brasileiros e levou pela primeira vez desenvolvimento econômico aos bolsões de pobreza. Mais recentemente, o governo promoveu a criação do Sistema Único de Assistência Social, o SUAS, ampliando a rede de proteção social rumo à universalização da promoção dos direitos para crianças e adolescentes em situação de risco, população de rua e outros segmentos vulneráveis.

No governo Lula, o crescimento econômico não esteve apartado do respeito ao meio ambiente sadio e ecologicamente equilibrado. Ainda que haja muito a ser feito, é inegável que o país assumiu o protagonismo na defesa do uso da matriz energética limpa e propondo compromissos internacionais importantes na redução do desmatamento e da emissão dos gases de efeito estufa. Para não falar da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que significará uma nova etapa em termos de sustentabilidade e inclusão social, com o reconhecimento dos catadores de materiais recicláveis alcançando um patamar de dignidade. Isso é respeito ao meio ambiente aliado com o desenvolvimento humano.

Na área da segurança pública, por meio do Ministério da Justiça, que ao fazer a articulação entre a política de segurança e ações preventivas na área social, inaugurou uma nova etapa no combate à violência em nosso país, enfrentando ao mesmo tempo as causas e o crime em si.

A natureza deste manifesto não permite descrever cada uma das muitas políticas sociais realizadas pelo governo petista. Vamos apenas enumerar as mais importantes: a Luz para Todos que atingiu a quase totalidade das famílias dela carentes; o Pronaf, que atuava na prática apenas no Sul do Brasil foi estendido a todo território nacional, resgatando assentados da reforma agrária, indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos; o salário mínimo foi reajustado sistematicamente acima da inflação, beneficiando milhões de assalariados e aposentados. O programa de Aquisição de Alimentos criou um mercado seguro para os pequenos produtores agrícolas, preferencialmente organizados em cooperativas, e juntamente com o Programa Mais Alimentos e o de Alimentação Escolar arrancou da miséria grande parte do campesinato, a ponto da emigração do campo às cidades ter cessado apesar do desemprego nas metrópoles ter caído à metade nos últimos sete anos.

De fato, o crescimento econômico aliado às políticas ativas de trabalho e emprego fizeram que fossem gerados mais de 14 milhões de postos de trabalho formais nos últimos anos. Além disso, o governo fomentou o trabalho associado em economia solidária, fortaleceu a agricultura familiar e facilitou a formalização de milhares de empreendedores individuais. O resultado tem sido a redução do trabalho informal e desprotegido.

Haveria que mencionar ainda a ampliação notável das redes públicas de escolas do primeiro ao terceiro grau, estimuladas pelo FUNDEB, que ampliou o financiamento público para toda a educação básica, coroada pelo Programa ProUni, que abriu as portas do ensino superior a centenas de milhares de jovens oriundos de famílias de baixa renda e/ou racialmente discriminadas; e a acentuada expansão de escolas técnicas tem a mesma natureza redistributiva.

Além disto, o governo Lula criou novos programas que buscam uma transformação mais profunda da sociedade, criando novos modelos de desenvolvimento e de participação social nas políticas publicas, como por exemplo, as políticas de apoio à economia solidária, os Territórios da Cidadania, as ações de etnodesenvolvimento para as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, todas elas grandes inovações na integração e gestão democrática das políticas públicas.

Para além dos programas, o governo Lula, deu à Secretaria de Direito Humanos da Presidência da República, o status de Ministério, reforçando o compromisso do Governo Federal com os direitos humanos. Os trabalhos desse Ministério, corajosos e bravos, não passaram despercebidos pela sociedade, que tomou conhecimento – se bem que por via distorcida por um certo olhar conservador vindo da grande imprensa – de temas como o direito à memória e à verdade a respeito dos anos fatídicos da Ditadura Militar, a democratização dos meios de comunicação de massa e a ampliação dos direitos de setores excluídos da população.

Outro aspecto que revela quão distintos são os projetos de cada uma das coalizões partidárias em disputa é a forma de encaminhar a participação social no desenvolvimento das políticas públicas. Se no governo de FHC não houve completo esvaziamento dos espaços de exercício da democracia direta, como Conselhos e Conferências, estas práticas ficaram restritas a pouquíssimas temáticas.

Durante o governo Lula se buscou ampliar os espaços de democracia direta e de participação da sociedade civil organizada nas políticas públicas. Foram realizadas dezenas de conferencias nacionais, cobrindo quase todos temas de políticas publicas, da saúde à comunicação, da economia solidaria ao desenvolvimento rural, do meio ambiente à problemática urbana. Estas conferencias elaboraram propostas que se transformaram em políticas públicas, sendo inseridas no Plano Plurianual votado pelo Congresso Nacional. Os Conselhos nacionais, que foram criados ou reavivados pelo governo Lula, tem sido um importante espaço de participação da sociedade civil nos rumos do governo e um importante avanço em direção ao orçamento participativo na esfera federal. Desta maneira, tem se caminhado nos últimos anos para a democratização do estado e mediante a abertura de canais de democracia direta.

Fica claro que os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições representam projetos de país consideravelmente diferentes. São as diferenças destes projetos que devem guiar a decisão de cada eleitor, não os seus supostos ou pretensos méritos individuais. Uma eleição presidencial nada tem de parecido com um concurso para a escolha do indivíduo mais apto para “gerenciar” o país. É a ocasião em que os cidadãos têm a oportunidade, que só a democracia oferece, de escolher pelo voto livre a coligação partidária que lhes parece melhor atender aos interesses e aspirações da maioria.

Para que esta escolha seja consciente é essencial que o 2o turno permita que o projeto de país de cada um dos candidatos seja conhecido, esmiuçado e submetido à critica de todos brasileiros politicamente engajados.

Apesar deste debate de projetos ainda não ter ocorrido, as experiências de cada coalizão que disputa este segundo turno, tanto em âmbito federal, comparando os períodos de FHC e de Lula, como as experiências estaduais, nos fazem crer que o projeto representado pela coalizão encabeçada por Dilma Roussef é aquele que representa a maior possibilidade de transformação do Brasil, com desenvolvimento econômico, redistribuição de renda e ampliação e radicalização da democracia.

É justamente Dilma, que por sua trajetória de luta ao longo da vida e papel central que teve no governo Lula, que representa a garantia de continuidade, consolidação e avanço deste projeto iniciado pelo Presidente Lula.

Para assinar este manifesto, envie seus dados (nome completo e RG) para cultura@pt.org.br, com assunto “Manifesto aos Brasileiros e Brasileiras de Marilena Chauí”.

1. Paul Singer
2. Marilena Chauí
3. Paulo de Tarso Vannuchi
4. Giorgio Romano
5. Ricardo Musse
6. Glauco Pereira dos Santos
7. Lea Vidigal Medeiros
8. André Singer
9. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos
10. Walmice Nogueira Galvão
11. Reginaldo Moraes
12. Walter Andrade
13. Fabio Sanchez
14. Roberto Marinho Alvez
15. Maurício Sardá
16. Daniela Metello
17. Antonio Haroldo Mendonça
18. Daniel Puglia, professor (FFLCH – USP)
19. Weber Sutti
20. Gustavo Vidigal
21. Mauricio Dantas
22. Roseli Oliveira
23. Gualber Calado

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PACIÊNCIA

Fonte: blog Profissão Atitude"

Por ABRAHAM SHAPIRO

Daniel Goleman é um psicólogo norteamericano que acumula as funções de escritor de amplitude internacional e de consultor de empresas.
A obra de maior destaque de Goleman é “A Inteligência Emocional”, na qual ele introduziu um novo modo de caracterizar as competências pessoais não mais através do Quociente Intelectual, mas do Quociente
Emocional, chamado QE.
Segundo Goleman, é conclusiva a evidência de que a paciência desempenha o papel principal no sucesso de muita gente.
Mas o que é paciência? O próprio Goleman define como a capacidade de resistir ao impulso. O dicionário complementa com: virtude que consiste em suportar dissabores ou provocações com resignação, persistir numa atividade difícil, e ter calma para esperar o que tarda, entre outras definições.
Há uma passagem na história das grandes empresas envolvendo Sr. Konosuke Matsushita, que em 1918, com apenas 23 anos, fundou uma pequena empresa familiar chamada Matsushita Electric Industrial, contando com 2 empregados, e fabricando um plug para tomada elétrica, projetado por ele mesmo.
Hoje, as empresas que se ramificaram a partir da Matsushita se unem debaixo de uma marca de fama mundial. É a Panasonic – uma das maiores empresas do mundo em eletroeletrônicos.
O Sr Matsushita, com quase 90 anos de idade, dava uma entrevista a uma tevê americana. O repórter perguntou-lhe: “Quão a extensão dos objetivos a longo prazo que o senhor estabeleceu para a sua empresa?”.
E ele respondeu: “Nós temos objetivos de até 250 anos”. O repórter ficou atônito ao ouvir uma resposta tão surpreendente e, de imediato, retornou-lhe a questão que transformou a entrevista em um encontro inesquecível e histórico. A pergunta foi: “Perdoe-me a curiosidade, o que é preciso para manter objetivos de 250 anos numa empresa?” E o velho Matsushita, sem hesitar, deu a resposta precisa, exata e inequívoca, com uma única palavra. Ele respondeu: “Paciência”.
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de
trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos:
shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pequeno balanço do Governo Lula

Posted by arnobiorocha em setembro 8, 2010

Primeiro Governo Lula

Devemos lembrar-nos do ano de 2002, para entendermos o primeiro Governo Lula e o exato contexto de mudanças:

Situação Política e Econômica pré Lula:

  1. Janeiro de 1999 uma desastrada maxi-desavalorização do real elevou de 1, 12 para 2,17 em apenas uma semana;
  2. O governo privatista FHC se esgotou em 15 dias após a posse;
  3. Os três anos seguintes foram de extrema letargia, baixo crescimento e todos os “ganhos” das grandes privatizações foram consumidos no imenso déficit das contas públicas;
  4. O maior caos político-administrativo foi o apagão energético, com Ministério de Minas e Energia esvaziado sobreveio o maior vexame da história recente, país não podia crescer por falta de geração e/ou transmissão de energia produzida;
  5. Apesar da melhoria da economia em 2001 o governo politicamente estava derrotado;
  6. Iniciado o ano da sucessão a oposição comandada por Lula era amplamente favorita;
  7. Abril de 2002 o Dólar estava no cambio flutuante no valor de R$ 2,32. O risco país em torno de 800 pontos (dados do BC);
  8. A candidatura governista e da imprensa e dos empresários o Sr José Serra não alça vôo é uma candidatura que ruma ao fracasso;
  9. Em meados de abril/2002 o Sr Luiz Fernando Figueiredo Diretor de Política Monetária do Banco Central modifica a política de prefixação de rendimentos dos fundos de investimentos. Antecipando os vencimentos dos títulos públicos fixados em dólar;

10.  A medida, aparentemente técnica, na verdade revela-se uma tentativa de golpear a oposição, pois com ela todos os índices econômicos são alterados radicalmente;

11.  Em um mês o dólar salta pra três reais, o risco país vai a 1500 pontos. A imprensa pró-FHC e seu candidato espalham boatos que a culpa deste desarranjo é a expectativa de Lula ser Presidente;

12.  Este clima de terror eleitoral foi maligno para o país entre o primeiro e o segundo turno o dólar chegará a 4,04 e o risco pais a 2500 pontos, o IGPM que remunera alugueis e tarifas públicas vai a 30%;

Lula recebe a “herança maldita”

A maior herança do FHC foi um estado falido, sem reservas cambias, expectativa inflacionária crescente, havia previsões de até 30%(IGPM e INPC) em 2003, taxa de juros em 23,5%, cambio de 1 US$ equivalia R$ 4,04, risco país em 2400 pontos, a falência levara ao apagão por incapacidade produtiva. Os principais ministérios apenas cumpriam funções simbólicas, tendo o Estado sido “terceirizado” para agências reguladoras e todas as agências capturadas por aliados do antigo governo. O que sobrou do sucateado estado brasileiro tinha uma gama de terceirização escandalosa.

O país acaba pedindo 25 bilhões de dólar ao FMI em Dezembro de 2002 e aumenta a taxa de juros para 23,5% ao ano. O novo governo tem de lidar com um país saqueado, política de terra arrasada. Todos os planos de mudanças urgentes e estruturais serão adiados, pois se precisa primeiro não deixar o país falir de vez. Todo o esforço de Lula foi convencer aos empresários e investidores estrangeiros que ele não porá fogo ao país, não dará calote, não deixará de cumprir os contratos mesmo àqueles que foram draconianamente elaborados.

Destas breves linhas depreende-se que o novo governo começa administrar uma máquina que tem pouco controle e domínio, a própria inexperiência de Governo Central joga contra Lula. O grande desafio era não cair em 6 meses como maquinavam FHC e seus aliados, este só se mudou de Brasília em fins de junho de 2003, achando que o governo cairia e ele seria chamado para “salvar”o Brasil.

As grandes Expectativas

Lula chega ao poder central depois de 25 anos das grandes greves do ABC que o projetara como grande líder de massas, não forjado em escolas tradicionais de sindicalismo comunista. Ele forja-se como peão que cresce dentro de uma fábrica num regime de exceção cujas liberdades sufocantes é a mola mestra do crescimento econômico, mas na segunda metade dos anos 70 os militares já não davam conta nem do crescimento econômico, bombardeado pela crise do petróleo, muito menos das demandas sociais por liberdade política. A esmagadora vitória do MDB em 74 e 78 prepara um novo ambiente.

As greves de 78/79 lideradas pelo metalúrgico até então desconhecido, são o tiro que faltava para deflagrar o grande movimento pela anistia, liberdade política. Em 80 a ultima tentativa dos militares foi liberar os partidos, com claro objetivo de dividir as oposições, daí surge a grande novidade política do Brasil, o PT.

Sem muitas delongas, este não é objetivo aqui, o PT se forja como a opção vinda da classe trabalhadora mais vitoriosa do país, desde seu inicio identifica a necessidade de chegar ao poder, e nove anos depois chega ao segundo turno da eleição presidencial deixando para trás lideranças expressivas como Brizola e Ulisses. Lula se consolidará como alternativa de poder nas próximas eleições, carregando consigo todo um simbolismo de lutas sócias e transformações.

Talvez lidar com estas grandes expectativas seja a parte mais complexa da montagem do governo inicial, como atender demandas reprimidas num ambiente econômico tão ruim?

2003-2005 Apenas lutar para sobreviver

Desde a montagem da equipe e de algumas medidas houve acertos óbvios e erros clamorosos inoperantes. A equipe econômica não poderia fugir da lógica do mercado, não havia qualquer espaço de manobra e as medidas tomadas foram coerentes com o momento para dar fôlego futuro: 1) Exportações; 2) controle da inflação; 3) aumento do salário mínimo acima da inflação, nada mais podia ser feito de substancial.

Do ponto de vista social o grande acerto foi o lançamento da “Fome Zero” era mais que uma marca, um compromisso para aquele tempo, mas faltaram gestores que entendessem profundamente como montar um programa social tão amplo.

Do ponto de vista político a não vinda do PMDB ao governo causou graves transtornos ao governo mesmo sendo vitorioso na eleição majoritária o governo era ampla minoria no congresso o bloco efetivo que venceu a eleição só tinha 192 deputado e pouco mais 20 senadores.

Os operadores políticos de Lula foram para tática de ganhar apoio no varejo e em bases partidárias que não tinham compromissos algum com o projeto, a troca de favores e futuros financiamentos de campanha virou a moeda de troca, notadamente com o PTB de Roberto Jefferson, que foi o partido escolhido para desembarcar estes “apoios”. A lógica traçada por Zé Dirceu deste tipo frágil de apoio desembocará no Mensalão, o valerioduto criado pelo PSDB mineiro, foi amplamente usado pelos operadores Petistas, a grande diferença é que, no caso mineiro não havia interesse em denunciá-lo. No caso de Brasília tornou-se o escândalo nacional, a mídia amplificou as denuncias, CPIs e toda sorte.

Por um erro tático de FHC e aliados, que achavam que Lula iria sangrar em praça publica e desagregar seu governo, ele não foram à frente com o impeachment. Por esta lógica qualquer candidatura de oposição bateria Lula no primeiro turno, este foi refresco melhor que Lula poderia receber.

2005-2006 A grande virada

Com a saída de Zé Dirceu do Governo, Lula teve as rédeas totais do seu destino, não sei se consciente ou não, mas as escolhas para reconstruir o governo foram decisivas, em particular a de Dilma para Casa Civil.

Fator Dilma

Ninguém prestou atenção quando Lula nomeou Dilma para Minas e Energia, o único fato relevante era que ela fora guerrilheira, presa política, torturada e que depois no RS se tornara economista e tinha sido uma importante gestora do Governo Olívio Dutra.

No Ministério da Minas e Energia revelar-se uma grande gestora, do país sem energia, com déficit absurdo que fazia com quem não se pudesse ousar em qualquer crescimento econômico, pois a energia estava sob racionamento, ela consegue reverter o quadro de forma rápida e eficaz, sem prejudicar a população, pois esta não foi chamada para pagar a conta, diferentemente dos impostos anti-apagão de FHC.

A ida dela à Casa Civil muda completamente a lógica de funcionamento do Governo, sua dinâmica, perspicácia, dureza começa a dar outra cara administrativamente ao governo. Na pratica Dilma converte-se em Ministra chefe, liberando Lula das tarefas cotidianas e sendo a figura publica necessária ao seu governo.

Segundo Governo Lula e grande crise de 2008

2007-2008 PAC e Crescimento sustentado

Novo Governo Lula é totalmente diferente do primeiro, se livra de vez de todas as heranças malditas e passa a pensar o país mais em longo prazo, o maior acerto foi o PAC, que é um conjunto de iniciativas articuladas por todos os entes federativos visando alavancar o crescimento sustentado.

Por iniciativa da Casa Civil foram listadas todas as obras, projetos, combinando orçamento da União evitando desperdício e usando uma lógica de combate ao desemprego, articulação de setores da economia e preocupação social. Em particular os recursos são destinados para saneamento, infraestrutura(estradas, portos, aeroportos),habitação, hospitais. Foram dois anos de intenso crescimento econômico, geração de emprego e renda.

A queda do muro de Wall Street – Setembro de 2008

A lógica de produzir fortunas a qualquer custo, em particular às alavancagens bancárias, foram criando ondas especulativas em a “riqueza virtual” superava em até 10 vezes a riqueza real. A necessidade crescente de guerras e conflitos para revigorar a produção de capital a emissão de moedas e o endividamento do USA, combinado com a inversão de fluxo de capital dos países periféricos para o centro criou o caldo de cultura para a futura crise.

A redistribuição da produção, privilegiando China e Índia, com a visão de barateamento ao extremo dos custos, leva conseqüentemente à desindustrialização dos grandes centros, começa um ciclo de sobrevivência das famílias através de empréstimos bancários cada vez mais “generosos”, uma bolha de consumo nunca vista na história ameaça todo o sistema. Grandes corporações americanas passam a ter mais “lucros” com atividades interbancárias de empréstimos do que com o produto vendido, caso exemplar da GM, Ford.

Os bancos como bombeadores do sistema com seus imensos créditos sem lastro vão à bancarrota de forma inacreditável, no espaço de 45 dias as maiores instituições bancárias do mundo falem sincronizadamente.

Socorro neoliberal pelo Velho ESTADO

Seria cômico se não fosse trágico, mas o Estado vilipendiado pelo neoliberalismo virou o socorro às estas almas carentes de fé na sua ideologia, todas as práticas e discursos foram esquecidos e como na música do Chico a fila para Geni salvar tinham todos os personagens.

Em poucos dias o USA elegeu Obama, quase 30% da economia americana foi formalmente estatizada, a dívida líquida e o déficit público as jóias da coroa neoliberal foram enfiadas no saco, a prova cabal de que a ideologia e a política não resistem a dinâmica de crise econômica produzida pelo capital.

O Brasil e o neoliberalismo

Como falamos acima nenhum projeto político ficou imune a lógica Neoliberal, o do PT de Lula se adaptou a este mundo, mas por uma condição particular de extrema miséria e às doses cavalares do receituário neoliberal aplicados aqui, já se começava a gestar iniciativas tímidas de tentativas de fazer algo diferente à política dominante.

Dois fatores, para mim foram fundamentais:

1)       Diminuição da dependência americana, busca de novos parceiros comerciais;

2)      Rompimento com a política de privatizações, que preservou o Banco do Brasil a CEF e a Petrobras;

Mesmo sob críticas ferozes Lula buscou desde 2003 remar lentamente contra a maré, fez um excelente política externa coordenada por Celso Amorim, aproximando da China, da África e uma aliança estratégica com a Europa, em particular com a França.

Impulsionou o G20 grupo que passou a ter voz ativa na OMC e fazer frente às demandas  dos países centrais de maior exploração dos recursos destas nações e imposição de seus interesses de privatização e invasão de seus produtos.

A segunda política, a de parar as privatizações salvou um pouco do patrimônio público e deu margem de manobra para impulsionar uma política de desenvolvimento incentivado pelo Estado.

A Petrobrás que quase fora privatizada por US$ 3 bilhões em 1999, em janeiro 2003 tinha seu patrimônio em US$ 20 Bilhões, em janeiro de 2010 ela vale US$ 200 Bilhões e movimenta cerca de 10% do PIB, sendo hoje a quarta maior petroleira do mundo. Os ganhos do Pré-Sal podem definitivamente tirar o Brasil da miséria endêmica.

O Brasil e a grande crise

Aos primeiros sinais da crise Lula, falou que ela seria uma “marolinha”, quase foi massacrado pela mídia e seus acólitos no parlamento. Porém ele jogou todo seu patrimônio político no combate a crise, enfrentou-a de peito aberto, com o significativo pronunciamento no natal de 2008.

Lula jogou todas as suas forças e recursos do Estado para que o Brasil fosse pouco atingido pelos efeitos da crise, importante lembrar os coveiros (Miriam Leitão, Sardenberg, PSDB e DEM) que torciam entusiasmados com a possibilidade de derrotar o governo, todo dia eles comemoravam um número ruim que saiam, em abril chegaram a dizer que o desemprego iria explodir em 2009, que a geração de novos empregos seriam nulas. No parlamento a ‘“marolinha” era motivo de chacota, os programas eleitorais do DEM/PSDB/PPS repetiam as piadas sobre a crise.

Logo em junho a situação se reverteu, o pior passara, o crescimento seria ZERO, mas o mundo todo em média seria de -4%, ou seja, estávamos no Lucro. A previsão de geração de emprego foi de 1 milhão.

Lula passou a ser visto no mundo como o “CARA” nas palavras de Obama, sua rapidez de agir, firmeza e principalmente a confiança de que só nós podíamos vencer a crise convenceu a população de que era possível.

A mídia e os resultados de 2009

Olhando a tabela acima sobre os números da economia mundial e comparando com os do Brasil abaixo:

Dívida Publica x PIB

Em Dez/2008 = 37,3 % do

Em Dez/2009 = 42,96%

Supervit da Contas Públicas X PIB

Em 1999 = 3,26%

Em 2000 = 3,46%

Em 2001 = 3,64%

Em 2002 = 3,89%

Em 2003 = 4,32%

Em 2005 = 4,85%

Em 2008 = 3,54%

Em 2009 = 2,06

Mesmo com toda crise nossos números são extremamente favoráveis, mas lógico que donas Miriam, Sardenberg da vida e PSDB/DEM acham que estamos no casos pois geramos só 995 mil empregos(5 mil a menos do que previsto), que nossa dívida publica aumento e o superávit caiu.

Como há muitos incautos é bom comparar com o mundo e ver o porquê Lula foi agraciado em Davos e nossos brilhantes “economistas” (não seria apenas torcedores?) não entendem nada de nada. Ademais a oposição entra em pânico ante os números das pesquisas.

Vendo isto hoje, vejo que precisamos urgente de um filme “Adeus, Reagan”, duro é saber quem faria o papel da velhinha Neoliberal, sugestões?

2010 auspicioso crescimento

Chegamos a Setembro de 2010 com uma perspectiva de crescimento vigoroso de 7,3%, todos os indicadores econômicos em alta, vejamos a herança que Lula deixará para seu sucessor:

1)    14 milhões de novos empregos, taxa de desemprego mais baixa da história;

2)    De Janeiro de 2003 a Junho de 2010 43% a mais de empregos formais;

3)    Classe média aumentos em 24 milhões de pessoas;

4)    32 milhões de pessoas saíram da linha da miséria;

5)    Classe C tem mais poder de consumo de A+B juntas. Classe D emergindo e entrando firme no mercado;

6)    Salário mínimo foi de US $ 65 para 295 e quebrou a versão de que se aumentasse salário previdência e empresas iriam a falência;

7)    Brasil é 3º país  no ranqking de investimentos mundiais;

8)    Petrobras fará a maior capitalização da América Latina por uma empresa, algo em torno de 25 Bilhões de Dólares, Pré-Sal vira realidade;

9)    Contas públicas em ordem;

10)  Diminuição da carga de 36,1 para 33,58% do PIB em plena crise;

11)  8ª Economia mundial e perspectiva de ser a 5ª em 5 anos;

12)  Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016, abrindo ampla perspectiva de investimentos, obras e empregos;

Muito há que se fazer, dívida social é imensa, falta mais reforma agrária, falta resolver o problema do câmbio, combater a desindustrialização, diminuir impostos, política de inclusão social. Melhorar educação e saúde pública. Mas sem dúvida muito foi feito apesar de todas as dúvidas de 2002.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Humanismo, sem nomes e fatos

O mundo da bola também precisa de mais humanismo

Este título nos remete à idéia de que nele haverá omissão de nomes ou fatos, mas omissão não seria uma palavra adequada. Comportamento, consciência e inconsciente coletivo não exigem pessoas e fatos para serem analisadas sem julgamento. Este é o papel da reflexão humana e da filosofia: analisar e refletir sobre o ser humano, suas compreensões e incompreensões em relação a si mesmo, ao seu meio e à vida. Ter um ideal não é o mesmo que buscar o ideal, mesmo porque, se fixar num ideal é puro egoísmo. Errarmos em nossas escolhas pessoais, quando muito, afeta a nós mesmos e os que estão próximos. No entanto, quando assumimos um ideal e o divulgamos com a intenção de agregar o maior número de simpatizantes e adeptos a esse ideal, nossa responsabilidade aumenta na proporção dessa abrangência. E o que eu chamaria de responsabilidade? É a velha máxima de Saint-Exupéry "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas". Pela lei do retorno - que difere da visão ocidental simplista e dogmática de Karma, mas sim à completa lei da ação e reação - estamos criando sonhos nas pessoas. E ao criarmos sonhos, estamos também criando expectativas, relacionadas a uma outra frase de Exupéry: "Se tu vens, por exemplo, às 4, desde as 3 eu começarei a ser feliz".

É por isto que, ao incentivarmos reflexões ao invés de receitas prontas, não corremos o risco de influenciar pessoas e de disparar reações contrárias. Na verdade, estamos inseminando uma idéia em sua mente, evitando plantar respostas e soluções. Isto não é uma transferência de culpa ou responsabilidade, mas um incentivo ao exercício do livre-arbítrio.

O ser humano tende à liberdade e à felicidade. Isto é óbvio, desde que não nos preocupemos em analisá-los dentro das peculiaridades e dos valores do indivíduo, a tão falada ordem de valores de cada um. Excluindo-se os masoquistas e os agentes do mal, considerados exceções, a unidade de objetivo se manifesta na paz, na harmonia e no amor, respeitada a senda de cada um. Dentro dessa diversidade de caminhos que compõe cada senda, todos eles se unem numa palavra inequivocamente unânime que é o HUMANISMO.

Humanismo não pode ser representado por grupos políticos rotulados por siglas partidárias. Seria o mesmo que tentar registrar direito de propriedade sobre sentimentos em cartório. O humanismo é muito mais do que um conjunto de regras de comportamento. Humanismo é sensibilidade suave e não uma paixão. Humanismo é fraternidade agregada à essência do ser, diferente de bondade e caridade. Humanismo é a consciência sentida e não uma obrigação assumida. Humanismo é SER e não TER ou ESTAR.

E aí viria a pergunta: "Posso dar ordens à minha essência?". É lógico que isto não é possível e eu não eliminei a importância das palavras conhecimento, compreensão e conscientização. Elas são os principais ingredientes que formarão o amálgama dessa essência (ou da alma). E por que não também as nossas ações? Porque se as ações não estiverem ligadas aos sentimentos da essência, não passarão de formas de conduta, impulsionadas por leis atribuídas a deidades, santos e seres iluminados, figuras normalmente utilizadas em religiões e crenças para criar figuras hierarquicamente superiores, tornando seus valores espirituais propositadamente inalcançáveis. Não estou negando a existência passada ou atual desses avatares iluminados, seja no plano físico ou no espiritual, mas apenas questionando a autenticidade de seus sucessores.

O humanismo não condiciona ninguém à uma idéia de punição baseada na aceitação incondicional ou resignação em relação às verdades impostas. O humanismo não imputa sentimento de culpa, mas de compreensão das nossas limitações sem, no entanto, desestimular a busca das nossas próprias verdades. Humanismo é sentimento interior do bem comum.

Aceitar algo incoerente com o sentimento de bem comum é tentar se convencer de que podemos ser felizes isolados da humanidade. Chegar na sua rua e cumprimentar seus vizinhos, entrar em casa e olhar para seus pais, mulher e filhos exige muito mais do que simplesmente deixar seus problemas lá fora. Sua paz interior não lhe espera no cabide ou na gaveta do seu guarda-roupas, junto com a sua roupa de dormir.

Desta forma, sem citar nomes e situações reais, quando não nos sentimos bem com determinadas pessoas e fatos, que procuremos ao menos dar a devida atenção que esse sentimento merece, sem buscar justificativas que nos tirem esse "incômodo" de ter que refletir. Que a gente possa discernir  instinto de sentimento e intuição. Enquanto os instintos privelegiam a SOBREvivência, o sentimento e a intuição privilegiam a vida.

É mais do que SER humano... é SER  humanizado.

Fonte: Pura Relexão / Zé Cláudio

Sugestão: Blog do Benê Lima

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MEXER COM GENTE INTELIGENTE DÁ NISSO

Do [Blog PROFISSÃO ATITUDE]

O humorista Danilo Gentili, do programa CQC, da Rede Bandeirantes, postou a seguinte piada no seu twitter: "King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra, fazendo as seguintes considerações: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL!) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que tem preconceito".

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título. Leia o que vem a seguir:
"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".

Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro. Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos. Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco? Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" . Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote. Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar.

Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."
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Postado por blog Profissão Atitude no Blog PROFISSÃO ATITUDE

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A MINHA TERRA, É A MINHA TERRA!

(para você Baturité) em 18/7/2010.
Autora: Gracinda Calado

A minha terra é como uma mulher madura,
cujos cabelos longos dourados pelo sol,
despenteiam-se ao vento do meio dia!

A minha terra é como um sacrário santo
onde o profano não tem vez nem cor,
pois ela é santa, serena e cheia de amor!

A minha terra é como uma noiva enfeitada,
ornada de flores e florestas tropicais
que exalam o mais fino e puro odor!

A minha terra é o broto antigo do ventre,
gestada nos grotões virgens da mãe natureza,
onde deus germinou as sementes eternas!

A minha terra é o útero onde fui gerada
o berço que me embalou na infância
a testemunha fiel do amor que arde em mim!

A minha terra é o óleo santo que me batizou
no altar da santa padroeira mãe de deus,
que me casou, me acolheu e me abençoou!

A minha terra é o meu coração sempre aberto,
sempre cheio de visões e mil recordações de amor,
onde escorre o sangue verde das suas verdes matas!

A minha terra é a minha própria alma purificada,,
a energia pura, cristalina das mil cascatas,
que jorram sem parar do seio virgem da terra mãe!

A minha terra, é a minha morada, a terra dos meus filhos,
que choraram em seu seio o primeiro choro da vida,
sentiram o primeiro e único cheiro de deus!

A minha terra é a força da magia singular,
representada nas curvas sinuosas das montanhas,
que se estendem como verdes e claros lençóis!

A minha terra é o monte mor, amor antigo,
é a força voraz do bravo índio verdadeiro,
é Baturité meu único e grande amor primeiro!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vencedores e perdedores

Texto de Roberto Shinyashiki, extraído do livro "Sem medo de vencer".

Quando se fala em vencedor, logo vem a imagem de alguém muito competitivo, sem ética e, invariavelmente, solitário. Ledo engano. Na verdade, vencedor é quem consegue atingir seus objetivos. Pois, mais que vencer os outros, ele vence suas próprias fraquezas, inseguranças e inabilidade.

O vencedor sabe que a derrota é uma possibilidade e se prepara adequadamente para que ela não aconteça. Apesar disso, concentra sua atenção em alcançar suas metas, e não em evitar derrotas. E a postura diante da derrota é um dos principais aspectos que diferenciam um vencedor de um perdedor.

Perante a derrota, o perdedor tem duas atitudes: o menosprezo e o pessimismo. Ele dá pouca importância ao adversário e não tem consciência de suas limitações. Por isso, frequentemente é pego de surpresa. Outra atitude do perdedor: o pessimismo; nesse caso, ele acredita que nasceu marcado e entra na disputa já preparando uma desculpa para a derrota…

Já o vencedor sabe que não conseguir algo faz parte das possibilidades da vida. E, ao invés de ficar se torturando e se culpando, procura refletir sobre sua conduta para aprender a crescer. Afinal, o vencedor tem um prazer constante em aprimorar-se.

As 8 horas que fazem a diferença

Texto do professor Luis Almeida Marins Filho.

O dia tem 24 horas para todas as pessoas. Não tem ninguém que tenha um minuto a mais. E essas 24 horas, teoricamente, estão divididas em três blocos de 8 horas. No primeiro bloco de oito horas, descansamos, dormimos. No segundo bloco, trabalhamos. E no terceiro bloco de oito horas? O que fazemos?
Aí está a chave do sucesso. É justamente o que fizermos dessas oito horas restantes que determinará o nosso sucesso ou fracasso. É nesse período que percorreremos o “quilômetro extra”. É nesse período que faremos a diferença.

Ser o melhor, o mais dedicado, o mais competente durante as oito horas de trabalho, não é mais do que nossa obrigação. Se não formos os melhores nas oito horas de trabalho, o fracasso é certo, as promoções não virão e poderá até vir o desemprego. A verdade é que para se obter sucesso total na vida e mesmo no trabalho, não basta ser excelente nas oito horas de trabalho.

O que fizermos das oito horas restantes do sono e do trabalho que fará a grande diferença. E, geralmente, utilizamos mal essas valiosas oito horas. Não planejamos o que fazer com elas. Simplesmente “as perdemos” – perdemos tempo – como se diz. E esse tempo jamais voltará. Um minuto mal gasto é um minuto que jamais será recuperado. Vencerá quem utilizar mais sabiamente essas oito horas restantes. Seja em atividades desportivas, de lazer ou utilizando-as para o aperfeiçoamento intelectual, fazendo cursos, participando de concertos, indo ao cinema, ao teatro, assistindo a programas educativos e culturais na televisão, essas oito horas devem ser motivo de análise e planejamento para todos nós. Elas farão a diferença, acredite!

É preciso que cada um de nós entenda, sem ilusão, que hoje, o mercado só terá lugar para os realmente competentes, diferenciados; somente para os melhores. E para que sejamos melhores é preciso que façamos mais do que simplesmente dormir bem oito horas e trabalhar bem oito horas por dia. É preciso que façamos a diferença exatamente utilizando melhor as terceiras oito horas além do sono e do trabalho.

E o que fazemos com as nossas 8 horas além do sono e do trabalho? No que estamos empregando esse valioso tempo? Estamos criando em nós a diferença necessária para vencermos neste mundo competitivo onde só os melhores sobreviverão com dignidade? Fazemos algum planejamento para a ocupação inteligente desse tempo livre não comprometido? Investimos nessas oito horas para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional?

Pense nisso…

terça-feira, 15 de junho de 2010

TERAPIA DO ELOGIO

Arthur Nogueira (Psicólogo)
Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente  pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada  vez mais frios, não existe mais carinho, não se valoriza mais as qualidades,  só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos  de hoje não duram.

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A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e  alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa,  não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais  pais e filhos se elogiando, amigos que fazem elogios.
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Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a  imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a  obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem.
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Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que  sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos.  
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Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados.

Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos  parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
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Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser  reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que  se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um  precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a  motivação da nossa vida.
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  Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje, elogiando-as de alguma forma?  
Declarando-lhes amor, agradecendo a companhia, elogiando seu trabalho, sua maneira de ser!
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FOI MUITO BOM CONHECER VOCÊ!
Vamos estender esses elogios  a todos nós que tentamos fazer o MELHOR, tentamos fazer o BEM, tentamos ser dignos  da vida que DEUS nos dá!!!

domingo, 18 de abril de 2010

Por que ignoram quem ama o rádio?

MÍDIA RADIOFÔNICA
Por Francisco Djacyr Silva de Souza em 16/2/2010

Postado originalmente em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=577IPB005

O rádio tem problemas? Claro que tem, pois se formos reparar bem no que está acontecendo no rádio cearense temos certeza de que algo está errado na condução deste meio de comunicação. Há problemas gritantes, onde a tradição do rádio vai sendo derrubada em nome de uma suposta modernidade ou sob os auspícios da globalização.

No rol de ações destruíram de uma só vez a Ceará Rádio Clube, primeira emissora de rádio do Ceará e em seu lugar vigora uma tal rede clube que parece um grande "vitrolão" com mais música que informação ou pouco papo e só sucesso que era um jargão das FM´s locais; a Rádio Assunção hoje foi transformada em Rádio Globo que, mesmo com uma programação local, ainda é invadida por programas do "sul maravilha" que nada ou pouco têm a ver com nossos costumes ou com nossas características; na rádio O Povo temos a presença marcante da CBN, que acabou provocando saída de grandes nomes do rádio cearense e que tem obrigado seus ouvintes a ouvir temas que estão completa ou quase totalmente fora de nosso contexto. Há ou não há problemas no rádio? Claro que sim. No entanto continuam ignorando tais problemas, pois para os proprietários ainda se valoriza o balancete no final do mês, não a finalidade do rádio.

Agressões pornofônicas

Por outro lado, a antiga rádio Uirapuru é completamente dominada por uma igreja evangélica que faz comércio da fé e não deixa o público ouvinte saber de outra coisa a não ser dogmas ou ilusões promovidas pela igreja-empresa; a Rádio Iracema está completamente dominada pela igreja Deus é Amor, que transmite seus cultos, suas sessões de exorcismo e a histeria de pastores e fiéis; a rádio Dragão do Mar hoje foi dominada pelo grupo católico Shalom, que demitiu todos os radialistas sem aviso e sem nenhum tipo de consideração – mesmo assim pregam a solidariedade e o amor ao próximo usando palavras da bíblia ou contexto eletrônico da fé; a Rádio Cidade AM, que hoje vive do arrendamento de horários agrupando radialistas demitidos da Ceará Rádio Clube e da Rádio Dragão do Mar e mantém uma programação dominada por alguns políticos e não acredita no poder do ouvinte; outra rádio local, a Rádio Metropolitana, tem uma programação completamente arrendada, porém reina um pouco de democracia e participação do ouvinte – embora dominada por políticos, não há intromissão em relação a alguns aspectos da fala de seus usuários. No entanto essa rádio vem passando por um problema muito sério de transmissão: às vezes tem programas inaudíveis e quase impossíveis de sintonia e vale ressaltar que a referida rádio hoje tem sede no município vizinho de Caucaia, não se sabe por que. Há uma rádio pertencente a Maracanaú que tem também uma programação mais democrática com bons profissionais e com grande abertura para o ouvinte, um nível mais respeitoso em relação a músicas e programas, porém há um problema: a qualidade da transmissão, que ainda tem problemas de recepção.

Resta falar da rádio Verdes Mares, onde grande parte dos profissionais tem ligação empregatícia com a empresa e há maior qualidade no som e mais produtividade nos programas. Mas esta rádio tem um problema muito sério onde alguns profissionais apelam para a pornofonia que acaba sendo objeto de audiência na visão destes. Podemos ver em vários momentos da programação locutores misturando versos da bíblia com agressões pornofônicas e espetáculos de discriminação racial ou sexual. A rádio tem hoje os maiores índices de audiência e um problema de qualidade da mensagem que acaba agredindo os ouvintes, mas continuam dizendo que é esse tipo de rádio que dá audiência.

O rei da comunicação

Diante destes problemas falta um pouco de visão de nossos empresários de rádio ou concessionários junto a um processo de inoperância dos órgãos de fiscalização e autorização das concessões, pois sabemos que há muitas concessões vencidas. Há também graves problemas que seus supostos proprietários não vêem, pois não se colocam no lugar do ouvinte e sequer ouvem a rádio do qual se dizem donos.

Certamente é grave a situação de nosso rádio e as lutas que costumeiramente vem sendo feita pelo Grupo dos que fazem a Associação de Ouvintes de Rádio é praticamente ignorada por jornalistas, radialistas e representações de classe destes grupos onde muitos acabam amargando desemprego, abandono e desrespeito de todos os tipos. A luta pelo rádio é amarga, porém vai continuar não se sabe até quando, pois o rádio é, foi e sempre será o rei da comunicação...

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Ovo de Colombo!

ovo-de-colombo Na cidade de Sant Antoni de Portmany, em Ibiza, na Espanha há um
estranho monumento em homenagem à descoberta da América por Colombo, o navegador do século XV. É um ovo de galinha enorme. Trata-se do famoso Ovo de Colombo. Você já deve ter ouvido esta metáfora.
Há uma história interessante que nos faz entender a origem desta expressão.
Contam que certa ocasião, Cristóvão Colombo foi convidado para um banquete. Nesta festa, um dos presentes, enciumado com o glamour de Colombo, fez a ele a seguinte pergunta:
- "Se você não tivesse descoberto a América, por acaso não existem outros homens na Espanha que poderiam fazê-lo?"
Colombo então, longe de se exaltar, não respondeu diretamente à pergunta, mas, de súbito, levantou-se e propôs um desafio aos presentes. Pegou um ovo de galinha e propôs a todos os que ali estavam colocar o dito ovo em pé, sobre uma das extremidades. O desafio foi bem aceito. Todos ficaram excitados por ganhar de Colombo. Após algum tempo em que ninguém conseguiu sucesso, Colombo solenemente pediu sua vez.
Pegou o ovo e deu sutis batidas contra a mesa até que a casca levemente se quebrasse embaixo, e com esse achatamento, foi simples colocá-lo de pé.
O homem que havia dirigido injúrias ao navegador, exclamou, então:
- "Assim qualquer um pode fazê-lo!"
E Colombo retrucou:
- "Você tem razão. Qualquer um! Mas 'qualquer um' a quem ocorresse a inteligência de fazê-lo".
E acrescentou: - "Uma vez que eu mostrei o caminho ao Novo Mundo, ‘qualquer um’ poderá segui-lo, sim. Mas cabe lembrar que ‘alguém’ teve antes de ter a idéia. E ‘alguém’ depois teve que decidir-se colocá-la
em prática".
Aí está a famosa história do Ovo de Colombo. Soluções aparentemente simples ou óbvias, precisaram de alguém que tivesse de pensá-las algum dia. E também precisaram de alguém que as implementassem. Depois destas duas etapas difíceis é que tais coisas se tornaram tão naturais aos olhos de todos a ponto de se dizer a respeito delas: “Era isso?
Qualquer um poderia tê-lo feito!”.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COMO CONSERVAR BANANAS POR MAIS TEMPO

Testado e aprovado...
Quando comprar bananas, chegue em casa e corte todas da penca, da forma que foi cortada nas fotos.
Com tesoura ou faca, para evitar 2 problemas:
01 - mosquito;
02 - conservar por mais tempo sem deteriorar a ponta.

Normalmente a banana madura se separa da penca até mesmo pelo peso.
Quando isto acontece, ela começa a melar aparecendo àqueles mosquitos de fruteira, além de oxidar e estragar mais rápido.
No dia seguinte ao corte, a banana já esta com a ponta seca e fechada, conservando-se íntegra por uma semana.
A última foto mostra a banana madura com 1 semana, bem preservada e com a ponta parecendo um umbigo seco.
Eu recomendo, vale a pena e não atrapalha em nada o amadurecimento.

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"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" - Cora Coralina

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"QUEM É O SEU (sua) AMANTE?

(Jorge Bucay - Psicólogo)

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.  Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas as que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem  perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver  e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são  várias as maneiras que  encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isso, elas já haviam visitado outros  consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:   'Depressão', além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!
'Há  também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.
E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja também um amante e um protagonista...

...DA SUA VIDA!

Acredite:
O trágico não é morrer; afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver...
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
'PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É  PRECISO NAMORAR A VIDA!!!
"A mente cria, o desejo atrai e a fé realiza"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

FAÇA MAIS

AUTOR: ABRAHAM SHAPIRO

Faça mais do que existir. Viva.

Faça mais do que escutar. Ouça.

Faça mais do que concordar. Coopere.

Faça mais do que falar. Comunique-se.

Faça mais do que crescer. Floresça.

Faça mais do que gastar. Invista.

Faça mais do que pensar. Crie.

Faça mais do que trabalhar. Distinga-se.

Faça mais do que repartir. Dê.

Faça mais do que decidir. Diferencie.

Faça mais do que considerar. Comprometa-se.

Faça mais do que perdoar. Esqueça.

Faça mais do que ajudar. Sirva.

Faça mais do que coexistir. Reconcilie-se.

Faça mais do que pensar. Planeje.

Faça mais do que sonhar. Realize.

Faça mais do que enxergar. Perceba.

Faça mais do que ler. Pratique.

Faça mais do que receber. Retribua.

Faça mais do que escolher. Concentre-se.

Faça mais do que desejar. Creia.

Faça mais do que aconselhar. Ajude.

Faça mais do que dizer. Transmita.

Faça mais do que encorajar. Inspire.

Faça mais do que adicionar. Multiplique.

Faça mais do que mudar. Aprimore.

Faça mais do que alcançar. Estenda.

Faça mais do que refletir. Reze.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fábula do Porco Espinho

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.

A Fábula do Porco-Espinho:

Durante a era glacial, muitos animais
morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação,
resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam
e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada
um feriam os companheiros mais próximos,
justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros
e voltaram a morrer congelados.


Então precisavam fazer uma escolha:
ou desapareceriam da Terra ou aceitavam
os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver
com as pequenas feridas que a relação
com uma pessoa muito próxima podia causar,
já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele
que une pessoas perfeitas, mas aquele
onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro
e consegue admirar suas qualidades.

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“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.“
João 15:12

“Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro;

assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” Colossenses 3:13

DEUS ABENÇOE SUA SEMANA

André Leono canta CONTRÁRIOS - PE FABIO DE MELO